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O HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate) é uma cirurgia a laser utilizada para tratar a obstrução urinária causada pela hiperplasia prostática benigna (HPB). O procedimento é realizado por dentro do canal urinário (uretra), sem cortes externos, e utiliza o laser de holmium para separar e remover o tecido prostático que está dificultando a passagem da urina.
Uma das características do HoLEP é permitir a retirada ampla do tecido responsável pela obstrução por uma abordagem endoscópica, inclusive em pacientes com próstatas volumosas.
A indicação, entretanto, não depende apenas do tamanho da próstata. Sintomas, anatomia prostática, funcionamento da bexiga, exames, tratamentos anteriores, condições clínicas e prioridades do paciente também fazem parte da decisão.
HoLEP significa Holmium Laser Enucleation of the Prostate, em português, enucleação da próstata com laser de holmium.
Na hiperplasia prostática benigna (HPB), o crescimento do tecido da próstata pode comprimir a uretra e dificultar a passagem da urina. O HoLEP atua justamente sobre o tecido que está provocando essa obstrução.
Durante o procedimento, o Dr. Ricardo utiliza o laser para separar a porção aumentada da próstata. Depois, esse tecido é deslocado para a bexiga, fragmentado e retirado.
É importante esclarecer que o HoLEP não retira toda a próstata. Ele é completamente diferente da cirurgia de câncer de próstata (prostatectomia radical) onde toda a próstata é retirada.
A cirurgia é realizada por via endoscópica. Isso significa ocorre por dentro da uretra, sem necessidade de cortes no abdome.
De forma simplificada, o procedimento envolve três etapas:
O material removido pode então ser encaminhado para análise anatomopatológica.
Essa forma de tratar a próstata é diferente de técnicas que utilizam energia para vaporizar progressivamente o tecido prostático.
Nem todo homem com próstata aumentada precisa de cirurgia.
Medicamentos conseguem controlar os sintomas em muitos pacientes. A possibilidade de um procedimento pode ser discutida quando o tratamento clínico deixa de proporcionar controle adequado, quando o homem não quer fazer uso das medicações por muito tempo ou quando surgem complicações relacionadas à obstrução.
Entre as situações que podem levar à avaliação cirúrgica estão:
A presença de uma dessas condições não significa automaticamente que o HoLEP será a técnica escolhida. Primeiro é necessário compreender a causa dos sintomas e as características de cada paciente.
Sim. A possibilidade de tratar próstatas volumosas por via endoscópica é uma das características importantes do HoLEP.
As diretrizes da European Association of Urology incluem o HoLEP entre as alternativas cirúrgicas para o tratamento da obstrução prostática benigna e reconhecem seu uso em diferentes volumes prostáticos.
Isso não significa que o tamanho, sozinho, determine a escolha.
Dois pacientes com próstatas de volumes semelhantes podem receber recomendações diferentes conforme anatomia, sintomas, funcionamento da bexiga, doenças associadas e outros achados da avaliação.
Na prática, o volume da próstata ajuda a orientar a escolha da técnica, mas não substitui uma avaliação individualizada.
O HoLEP combina uma retirada ampla (enucleação) do tecido prostático responsável pela obstrução com uma abordagem endoscópica.
Entre suas características estão:
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2023 reuniu 18 estudos randomizados, totalizando 2.150 pacientes. Na comparação com a RTU da próstata, o HoLEP apresentou menor tempo de cateterização, internação e irrigação, além de menor risco de transfusão, embora o tempo operatório tenha sido maior.
Esses resultados ajudam a compreender as características da técnica, mas não significam que o HoLEP seja necessariamente a melhor cirurgia para todos os pacientes.
HoLEP e RTU têm um objetivo semelhante: aliviar a obstrução causada pelo crescimento benigno da próstata.
A principal diferença está na maneira como o tecido é retirado.
Na RTU da próstata (raspagem), uma alça realiza a ressecção progressiva do tecido prostático em pequenos fragmentos. Em geral, não é possível ressecar todo o tecido por uma questão técnica da energia aplicada pelo gerador.
No HoLEP, o laser de holmium é utilizado para separar o tecido obstrutivo seguindo um plano anatômico. Depois da enucleação, esse tecido é removido por morcelamento.
Os estudos comparativos mostram diferenças em determinados resultados perioperatórios, mas também encontram resultados semelhantes entre as técnicas para diversos desfechos e períodos de acompanhamento.
Por isso, a escolha não deve ser reduzida à pergunta “qual cirurgia é melhor?”.
O mais importante é compreender qual técnica apresenta características adequadas para a anatomia, condições clínicas e objetivos daquele paciente.
O laser de hólmio permite corte e coagulação do tecido durante o procedimento, e estudos comparativos apontam vantagens do HoLEP em determinados desfechos relacionados ao sangramento.
Na meta-análise citada anteriormente, a necessidade de transfusão sanguínea foi menor no grupo submetido ao HoLEP em comparação com a RTU.
Entretanto, risco de sangramento nunca deve ser tratado como inexistente.
Medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes, doenças associadas e características individuais precisam ser informados ao urologista durante o planejamento.
Pode ocorrer perda urinária temporária após o HoLEP, especialmente durante o período inicial de recuperação. Isso não significa que os pacientes desenvolverão incontinência.
Um dos estudos analisados avaliou justamente fatores associados à incontinência após HoLEP. Entre os aspectos relacionados ao risco em determinados momentos estavam características do paciente, volume prostático e fatores relacionados à experiência durante a curva de aprendizado da técnica.
Esse é um ponto importante porque o risco não deve ser apresentado ao paciente como um número isolado aplicável a todas as pessoas.
O HoLEP é uma técnica que possui curva de aprendizado própria.
Realizar a enucleação exige identificação do plano anatômico adequado e domínio das diferentes etapas do procedimento, incluindo a retirada do tecido.
O estudo fornecido para esta página encontrou associação entre fatores relacionados à experiência/mentoria durante a curva de aprendizado e alguns resultados de continência no período inicial após a cirurgia.
Por isso, a avaliação de uma tecnologia cirúrgica não deve considerar apenas o equipamento utilizado. A indicação adequada e a experiência da equipe com o procedimento também são importantes.
Ereção e ejaculação são funções diferentes.
O HoLEP pode causar alterações no volume ejaculado após o procedimento desobstrutivo da próstata. É raríssimo apresentar piora da ereção após o procedimento.
Esse aspecto precisa ser conversado antes da cirurgia, principalmente quando a preservação da ejaculação ou a fertilidade são prioridades para o paciente.
Após a cirurgia, geralmente é utilizada uma sonda urinária temporariamente. O tempo de permanência da sonda e de internação depende da evolução de cada paciente e das características do procedimento.
Durante os primeiros dias ou semanas podem ocorrer:
A melhora também não acontece necessariamente da mesma maneira para todos os sintomas.
O canal urinário pode estar desobstruído, mas uma bexiga que trabalhou durante muito tempo contra resistência pode precisar de um período para se adaptar.
Por isso, melhora do jato e recuperação completa dos sintomas urinários não precisam acontecer ao mesmo tempo.
Não espere os sintomas aparecerem. Agende sua consulta e conte com o cuidado próximo e atualizado do Dr. Ricardo Haidar.
O Dr. Ricardo Haidar realiza HoLEP e outros procedimentos para Hiperplasia Prostática Benigna nos melhores e mais respeitados hospitais de São Paulo como o Einstein, Sírio-Libanês, HCor e Vila Nova Star.
Como qualquer cirurgia, o HoLEP apresenta possíveis complicações.
Entre elas estão:
Na meta-análise utilizada como referência para este conteúdo, o HoLEP apresentou menor risco de transfusão e estenose uretral em comparação com a RTU, enquanto a disúria pós-operatória foi mais frequente. Para várias outras complicações avaliadas, não houve diferença estatisticamente significativa entre as técnicas.
A avaliação dos benefícios de uma cirurgia deve sempre vir acompanhada da discussão de seus possíveis riscos.
O objetivo do HoLEP é retirar de maneira ampla o tecido benigno que está causando a obstrução.
Essa característica está associada a resultados duradouros e baixa necessidade de nova intervenção em muitos pacientes. Entretanto, não é adequado afirmar que uma pessoa nunca mais terá sintomas urinários.
A micção não depende somente da próstata. A bexiga, a uretra e outras condições também podem interferir no funcionamento urinário ao longo da vida.
Se os sintomas voltarem, é necessário investigar sua causa em vez de presumir automaticamente que a próstata simplesmente “cresceu novamente”.
A escolha do tratamento começa pela confirmação de que os sintomas estão relacionados à obstrução provocada pelo crescimento benigno da próstata e de que existe indicação de intervenção.
A avaliação pode considerar:
Em alguns pacientes, as características do HoLEP podem ser particularmente interessantes. Em outros, outra alternativa pode apresentar uma relação mais adequada entre benefícios e riscos.
O melhor procedimento não é definido apenas pelo tamanho da próstata ou pela tecnologia utilizada.
Para quem procura HoLEP em São Paulo, a consulta urológica é uma etapa importante para confirmar se a obstrução provocada pela próstata aumentada realmente necessita de tratamento cirúrgico e se a enucleação com laser de hólmio é adequada para aquele caso.
O Dr. Ricardo Haidar realiza avaliação de pacientes com hiperplasia prostática benigna e sintomas urinários em São Paulo. Durante a consulta, são considerados sintomas, exames, tamanho e anatomia da próstata, funcionamento da bexiga, tratamentos anteriores e condições clínicas.
Quando existe indicação cirúrgica, o objetivo é discutir não apenas a possibilidade do HoLEP, mas também por que determinada técnica pode ser mais adequada para aquele paciente, quais benefícios podem ser esperados e quais limitações e riscos precisam ser considerados.
Uma avaliação pode ser especialmente importante quando:
Se você está pesquisando cirurgia HoLEP em São Paulo, a consulta permite analisar os exames e discutir individualmente se essa ou outra abordagem é adequada para o seu caso.
Não. O HoLEP é uma cirurgia endoscópica realizada pela uretra com o laser de holmium. Não utiliza plataforma robótica.
Não. O HoLEP remove o tecido benigno responsável pela obstrução urinária. É diferente da prostatectomia radical utilizada no tratamento do câncer de próstata.
Sim. Como o tecido é removido durante a enucleação e o morcelamento, ele pode ser encaminhado para análise anatomopatológica.
Não. O HoLEP pode ser utilizado em diferentes volumes prostáticos. A possibilidade de tratar próstatas volumosas é uma de suas características, mas o tamanho não é o único critério de indicação.
Geralmente é utilizada uma sonda urinária temporariamente após o procedimento. O momento da retirada é quase sempre antes da alta hospitalar.
HoLEP é uma técnica de cirurgia de próstata a laser. Existem outras técnicas que utilizam diferentes tipos de laser e diferentes formas de tratar o tecido prostático.
Não é essa a finalidade do procedimento. O HoLEP é utilizado para tratar a obstrução relacionada à hiperplasia prostática benigna. O câncer de próstata possui avaliação e tratamentos específicos.
O prazo depende da recuperação individual e das características da cirurgia. O urologista orienta quando retornar ao trabalho, exercícios e atividade sexual de acordo com a evolução pós-operatória.
Fontes
Não espere os sintomas aparecerem. Agende sua consulta e conte com o cuidado próximo e atualizado do Dr. Ricardo Haidar.
Médico - CRM-SP 156529
Especialidade: Urologia - RQE: 86409
Graduado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP e especializado em Cirurgia Geral e Urologia pela USP, o Dr. Ricardo Haidar é médico urologista com experiência nacional e internacional. Integra o corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Israelita Albert Einstein, além de ter atuado no Hospital das Clínicas da FMUSP.
Reconhecido pelo atendimento humanizado, alia tecnologia e atualização constante para cuidar da saúde urológica de homens e mulheres em todas as fases da vida.
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