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HoLEP: cirurgia a laser para próstata aumentada

Holep
Imagem meramente ilustrativa - Criada por IA

O HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate) é uma cirurgia a laser utilizada para tratar a obstrução urinária causada pela hiperplasia prostática benigna (HPB). O procedimento é realizado por dentro do canal urinário (uretra), sem cortes externos, e utiliza o laser de holmium para separar e remover o tecido prostático que está dificultando a passagem da urina.

Uma das características do HoLEP é permitir a retirada ampla do tecido responsável pela obstrução por uma abordagem endoscópica, inclusive em pacientes com próstatas volumosas.

A indicação, entretanto, não depende apenas do tamanho da próstata. Sintomas, anatomia prostática, funcionamento da bexiga, exames, tratamentos anteriores, condições clínicas e prioridades do paciente também fazem parte da decisão.

O que é HoLEP?

HoLEP significa Holmium Laser Enucleation of the Prostate, em português, enucleação da próstata com laser de holmium.

Na hiperplasia prostática benigna (HPB), o crescimento do tecido da próstata pode comprimir a uretra e dificultar a passagem da urina. O HoLEP atua justamente sobre o tecido que está provocando essa obstrução.

Durante o procedimento, o Dr. Ricardo utiliza o laser para separar a porção aumentada da próstata. Depois, esse tecido é deslocado para a bexiga, fragmentado e retirado.

É importante esclarecer que o HoLEP não retira toda a próstata. Ele é completamente diferente da cirurgia de câncer de próstata (prostatectomia radical) onde toda a próstata é retirada.

Como é feita a cirurgia HoLEP?

A cirurgia é realizada por via endoscópica. Isso significa ocorre por dentro da uretra, sem necessidade de cortes no abdome.

De forma simplificada, o procedimento envolve três etapas:

  1. Enucleação: o laser de holmium é utilizado para separar o tecido prostático responsável pela obstrução.
  2. Deslocamento: o tecido separado é levado para o interior da bexiga.
  3. Morcelamento: esse tecido é fragmentado com um equipamento específico e retirado.

 

O material removido pode então ser encaminhado para análise anatomopatológica.

Essa forma de tratar a próstata é diferente de técnicas que utilizam energia para vaporizar progressivamente o tecido prostático.

Para quem o HoLEP pode ser indicado?

Nem todo homem com próstata aumentada precisa de cirurgia.

Medicamentos conseguem controlar os sintomas em muitos pacientes. A possibilidade de um procedimento pode ser discutida quando o tratamento clínico deixa de proporcionar controle adequado, quando o homem não quer fazer uso das medicações por muito tempo ou quando surgem complicações relacionadas à obstrução.

Entre as situações que podem levar à avaliação cirúrgica estão:

  • manutenção da urgência, do mau esvaziamento da bexiga mesmo com medicamentos
  • dormir mal pois acorda muitas vezes para urinar
  • dificuldade urinária importante apesar do tratamento;
  • retenção urinária recorrente ou persistente;
  • infecções urinárias recorrentes relacionadas à obstrução;
  • cálculos na bexiga;
  • sangramento recorrente relacionado à HPB após investigação;
  • repercussões da obstrução sobre a bexiga ou o trato urinário.

 

A presença de uma dessas condições não significa automaticamente que o HoLEP será a técnica escolhida. Primeiro é necessário compreender a causa dos sintomas e as características de cada paciente.

HoLEP pode ser realizado em próstata grande?

Sim. A possibilidade de tratar próstatas volumosas por via endoscópica é uma das características importantes do HoLEP.

As diretrizes da European Association of Urology incluem o HoLEP entre as alternativas cirúrgicas para o tratamento da obstrução prostática benigna e reconhecem seu uso em diferentes volumes prostáticos.

Isso não significa que o tamanho, sozinho, determine a escolha.

Dois pacientes com próstatas de volumes semelhantes podem receber recomendações diferentes conforme anatomia, sintomas, funcionamento da bexiga, doenças associadas e outros achados da avaliação.

Na prática, o volume da próstata ajuda a orientar a escolha da técnica, mas não substitui uma avaliação individualizada.

Quais são as vantagens do HoLEP?

O HoLEP combina uma retirada ampla (enucleação) do tecido prostático responsável pela obstrução com uma abordagem endoscópica.

Entre suas características estão:

  • acesso pela uretra, sem cortes externos;
  • possibilidade de tratar diferentes volumes prostáticos;
  • remoção ampla do tecido obstrutivo;
  • bom controle do sangramento;
  • possibilidade de encaminhar o tecido retirado para análise;
  • menor tempo de sondagem e internação observado em alguns estudos comparativos.

 

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2023 reuniu 18 estudos randomizados, totalizando 2.150 pacientes. Na comparação com a RTU da próstata, o HoLEP apresentou menor tempo de cateterização, internação e irrigação, além de menor risco de transfusão, embora o tempo operatório tenha sido maior.

Esses resultados ajudam a compreender as características da técnica, mas não significam que o HoLEP seja necessariamente a melhor cirurgia para todos os pacientes.

HoLEP ou RTU da próstata: qual a diferença?

HoLEP e RTU têm um objetivo semelhante: aliviar a obstrução causada pelo crescimento benigno da próstata.

A principal diferença está na maneira como o tecido é retirado.

Na RTU da próstata (raspagem), uma alça realiza a ressecção progressiva do tecido prostático em pequenos fragmentos. Em geral, não é possível ressecar todo o tecido por uma questão técnica da energia aplicada pelo gerador.

No HoLEP, o laser de holmium é utilizado para separar o tecido obstrutivo seguindo um plano anatômico. Depois da enucleação, esse tecido é removido por morcelamento.

Os estudos comparativos mostram diferenças em determinados resultados perioperatórios, mas também encontram resultados semelhantes entre as técnicas para diversos desfechos e períodos de acompanhamento.

Por isso, a escolha não deve ser reduzida à pergunta “qual cirurgia é melhor?”.

O mais importante é compreender qual técnica apresenta características adequadas para a anatomia, condições clínicas e objetivos daquele paciente.

O HoLEP causa menos sangramento?

O laser de hólmio permite corte e coagulação do tecido durante o procedimento, e estudos comparativos apontam vantagens do HoLEP em determinados desfechos relacionados ao sangramento.

Na meta-análise citada anteriormente, a necessidade de transfusão sanguínea foi menor no grupo submetido ao HoLEP em comparação com a RTU.

Entretanto, risco de sangramento nunca deve ser tratado como inexistente.

Medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes, doenças associadas e características individuais precisam ser informados ao urologista durante o planejamento.

HoLEP causa incontinência urinária?

Pode ocorrer perda urinária temporária após o HoLEP, especialmente durante o período inicial de recuperação. Isso não significa que os pacientes desenvolverão incontinência.

Um dos estudos analisados avaliou justamente fatores associados à incontinência após HoLEP. Entre os aspectos relacionados ao risco em determinados momentos estavam características do paciente, volume prostático e fatores relacionados à experiência durante a curva de aprendizado da técnica.

Esse é um ponto importante porque o risco não deve ser apresentado ao paciente como um número isolado aplicável a todas as pessoas.

A experiência do cirurgião faz diferença no HoLEP?

O HoLEP é uma técnica que possui curva de aprendizado própria.

Realizar a enucleação exige identificação do plano anatômico adequado e domínio das diferentes etapas do procedimento, incluindo a retirada do tecido.

O estudo fornecido para esta página encontrou associação entre fatores relacionados à experiência/mentoria durante a curva de aprendizado e alguns resultados de continência no período inicial após a cirurgia.

Por isso, a avaliação de uma tecnologia cirúrgica não deve considerar apenas o equipamento utilizado. A indicação adequada e a experiência da equipe com o procedimento também são importantes.

HoLEP afeta a ereção ou a ejaculação?

Ereção e ejaculação são funções diferentes.

O HoLEP pode causar alterações no volume ejaculado após o procedimento desobstrutivo da próstata. É raríssimo apresentar piora da ereção após o procedimento.

Esse aspecto precisa ser conversado antes da cirurgia, principalmente quando a preservação da ejaculação ou a fertilidade são prioridades para o paciente.

Como é a recuperação depois do HoLEP?

Após a cirurgia, geralmente é utilizada uma sonda urinária temporariamente. O tempo de permanência da sonda e de internação depende da evolução de cada paciente e das características do procedimento.

Durante os primeiros dias ou semanas podem ocorrer:

  • ardência ao urinar;
  • aumento da frequência urinária;
  • urgência para urinar;
  • presença de sangue na urina;

A melhora também não acontece necessariamente da mesma maneira para todos os sintomas.

O canal urinário pode estar desobstruído, mas uma bexiga que trabalhou durante muito tempo contra resistência pode precisar de um período para se adaptar.

Por isso, melhora do jato e recuperação completa dos sintomas urinários não precisam acontecer ao mesmo tempo.

Seu bem-estar começa com uma escolha!

Não espere os sintomas aparecerem. Agende sua consulta e conte com o cuidado próximo e atualizado do Dr. Ricardo Haidar.

Onde o Dr. Ricardo Haidar realiza o HoLEP?

O Dr. Ricardo Haidar realiza HoLEP e outros procedimentos para Hiperplasia Prostática Benigna nos melhores e mais respeitados hospitais de São Paulo como o Einstein, Sírio-Libanês, HCor e Vila Nova Star.

Quais são os riscos do HoLEP?

Como qualquer cirurgia, o HoLEP apresenta possíveis complicações.

Entre elas estão:

  • sangramento;
  • infecção urinária;
  • ardência e desconforto urinário;
  • dificuldade temporária para urinar;
  • perda urinária durante a recuperação;
  • estreitamento da uretra;
  • alterações da ejaculação.

 

Na meta-análise utilizada como referência para este conteúdo, o HoLEP apresentou menor risco de transfusão e estenose uretral em comparação com a RTU, enquanto a disúria pós-operatória foi mais frequente. Para várias outras complicações avaliadas, não houve diferença estatisticamente significativa entre as técnicas.

A avaliação dos benefícios de uma cirurgia deve sempre vir acompanhada da discussão de seus possíveis riscos.

O resultado do HoLEP é duradouro?

O objetivo do HoLEP é retirar de maneira ampla o tecido benigno que está causando a obstrução.

Essa característica está associada a resultados duradouros e baixa necessidade de nova intervenção em muitos pacientes. Entretanto, não é adequado afirmar que uma pessoa nunca mais terá sintomas urinários.

A micção não depende somente da próstata. A bexiga, a uretra e outras condições também podem interferir no funcionamento urinário ao longo da vida.

Se os sintomas voltarem, é necessário investigar sua causa em vez de presumir automaticamente que a próstata simplesmente “cresceu novamente”.

Como saber se o HoLEP é a melhor opção para mim?

A escolha do tratamento começa pela confirmação de que os sintomas estão relacionados à obstrução provocada pelo crescimento benigno da próstata e de que existe indicação de intervenção.

A avaliação pode considerar:

  • intensidade e tipo dos sintomas;
  • tamanho da próstata;
  • anatomia prostática;
  • esvaziamento e funcionamento da bexiga;
  • tratamentos já realizados;
  • medicamentos em uso;
  • condições clínicas;
  • possíveis riscos anestésicos e cirúrgicos;
  • prioridades relacionadas à função urinária e sexual.

 

Em alguns pacientes, as características do HoLEP podem ser particularmente interessantes. Em outros, outra alternativa pode apresentar uma relação mais adequada entre benefícios e riscos.

O melhor procedimento não é definido apenas pelo tamanho da próstata ou pela tecnologia utilizada.

HoLEP em São Paulo

Para quem procura HoLEP em São Paulo, a consulta urológica é uma etapa importante para confirmar se a obstrução provocada pela próstata aumentada realmente necessita de tratamento cirúrgico e se a enucleação com laser de hólmio é adequada para aquele caso.

O Dr. Ricardo Haidar realiza avaliação de pacientes com hiperplasia prostática benigna e sintomas urinários em São Paulo. Durante a consulta, são considerados sintomas, exames, tamanho e anatomia da próstata, funcionamento da bexiga, tratamentos anteriores e condições clínicas.

Quando existe indicação cirúrgica, o objetivo é discutir não apenas a possibilidade do HoLEP, mas também por que determinada técnica pode ser mais adequada para aquele paciente, quais benefícios podem ser esperados e quais limitações e riscos precisam ser considerados.

Quando procurar uma avaliação?

Uma avaliação pode ser especialmente importante quando:

  • os medicamentos já não controlam adequadamente os sintomas;
  • os efeitos colaterais dificultam a continuidade do tratamento;
  • existe retenção urinária;
  • surgem complicações relacionadas à obstrução;
  • já houve indicação cirúrgica e existem dúvidas sobre qual técnica escolher;
  • o paciente deseja entender se o HoLEP é uma possibilidade para sua próstata.

 

Se você está pesquisando cirurgia HoLEP em São Paulo, a consulta permite analisar os exames e discutir individualmente se essa ou outra abordagem é adequada para o seu caso.

Perguntas frequentes

Não. O HoLEP é uma cirurgia endoscópica realizada pela uretra com o laser de holmium. Não utiliza plataforma robótica.

Não. O HoLEP remove o tecido benigno responsável pela obstrução urinária. É diferente da prostatectomia radical utilizada no tratamento do câncer de próstata.

Sim. Como o tecido é removido durante a enucleação e o morcelamento, ele pode ser encaminhado para análise anatomopatológica.

Não. O HoLEP pode ser utilizado em diferentes volumes prostáticos. A possibilidade de tratar próstatas volumosas é uma de suas características, mas o tamanho não é o único critério de indicação.

Geralmente é utilizada uma sonda urinária temporariamente após o procedimento. O momento da retirada é quase sempre antes da alta hospitalar.

HoLEP é uma técnica de cirurgia de próstata a laser. Existem outras técnicas que utilizam diferentes tipos de laser e diferentes formas de tratar o tecido prostático.

Câncer de Próstata

Não é essa a finalidade do procedimento. O HoLEP é utilizado para tratar a obstrução relacionada à hiperplasia prostática benigna. O câncer de próstata possui avaliação e tratamentos específicos.

O prazo depende da recuperação individual e das características da cirurgia. O urologista orienta quando retornar ao trabalho, exercícios e atividade sexual de acordo com a evolução pós-operatória.

Fontes

  • Cleveland Clinic. Holmium Laser Enucleation of the Prostate (HoLEP).
    Cleveland Clinic – HoLEP.
  • European Association of Urology (EAU). Guidelines on the Management of Non-neurogenic Male LUTS – Disease Management.
    EAU Guidelines – Male LUTS / HoLEP

  • Chen F, Chen Y, Zou Y, et al. Comparison of holmium laser enucleation and transurethral resection of prostate in benign prostatic hyperplasia: a systematic review and meta-analysis. Journal of International Medical Research. 2023;51(8).
    PubMed – Chen et al., 2023

  • Shigemura K, Tanaka K, Yamamichi F, Chiba K, Fujisawa M. Comparison of Predictive Factors for Postoperative Incontinence of Holmium Laser Enucleation of the Prostate by the Surgeons’ Experience During Learning Curve. International Neurourology Journal. 2016;20(1):59-68.
    PubMed – Shigemura et al., 2016
  • Dr. Ricardo Haidar

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Foto de Dr. Ricardo Haidar

Dr. Ricardo Haidar

Médico - CRM-SP 156529
Especialidade: Urologia - RQE: 86409

Graduado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP e especializado em Cirurgia Geral e Urologia pela USP, o Dr. Ricardo Haidar é médico urologista com experiência nacional e internacional. Integra o corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Israelita Albert Einstein, além de ter atuado no Hospital das Clínicas da FMUSP.
Reconhecido pelo atendimento humanizado, alia tecnologia e atualização constante para cuidar da saúde urológica de homens e mulheres em todas as fases da vida.

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